Localizada na Serra da Mantiqueira, Carmo de Minas exibe mirantes de altitude elevada e paisagens de tirar o fôlego. Com um povo hospitaleiro e típico clima de cidade do interior, o local tem vocação para o turismo rural, principalmente associado à cafeicultura. O município está inserido na primeira região do Sul de Minas a receber o selo de Indicação de Procedência do Café pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Em suas tradicionais fazendas pode se conhecer um pouco mais sobre a história do café na região. Venha conhecer a cidade e degustar um excelente cafezinho mineiro!

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE: http://www.carmodeminas.mg.gov.br/

 

 

Fundação: 24 de fevereiro de 1814
Emancipação: 16 de setembro de 1901 (Decreto-lei nº. 319)
Santa Padroeira: Nossa Senhora do Carmo – 16 de julho

O território, onde hoje está situado o município de Carmo de Minas, era ocupado por fazendas, dentre elas, a de propriedade do Sr. Francisco Fernandes de Oliveira, a Fazenda dos Campos, que era cortada pelo ribeirão, hoje denominado do Carmo. O marco referencial ao início da povoação do local, diz respeito à missa realizada em 1814, que coincide com a elevação do arraial à condição de freguesia a 24 de fevereiro. A cerimônia foi realizada pelo vigário de Pouso Alto, incumbido de implantar a freguesia. Para a missa, ergueu-se uma tosca capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo e também quatro casas de pau a pique, para dar início à instalação de colonos no local.
A notícia de fundação do arraial espalhou-se pela região e com a decisão de aforar-se às terras da ermida de Nossa Senhora do Carmo das Paragens do Rio Verde, conforme determinação diocesana, vários colonos foram chegando durante os anos seguintes, com vistas a explorar os terrenos que iam adquirindo. As primeiras doações de terras se deram com o filho do Sr. Francisco Fernandes de Oliveira, de mesmo nome, que cumpriu o requisito doando parte da Fazenda dos Campos. Anos mais tarde, João Coelho Nunes e sua esposa Genoveva Custódia de Gouveia cederam também parte de suas terras.

Vale lembrar, que durante essas primeiras décadas do século XIX, com o desaquecimento da economia mineradora no Estado, parte da população, livre e liberta, vagava pela região à procura de melhores condições de vida e de emprego, ou mesmo com vistas a fixar-se em terras devolutas, ou comprá-las.

Um grande clímax econômico também surgiu, durante esse período, com a vinda da Corte Portuguesa ao Rio de Janeiro. Tal processo desencadeou uma demanda crescente por produtos agrícolas e pré-manufaturados, sendo que a região ao sul do estado de Minas Gerais foi atingida diretamente por esse novo cenário, e firmou-se para adequar-se a esses novos tempos, aproveitando a proximidade com a capital da Coroa. Esse processo não partiu de um programa conciso dos fazendeiros e nem foi elaborado a partir de mentalidade capitalista racionalizada, o que é descabido para o período em questão, ainda extremamente mercantil. Mas os produtores da região estavam atentos e sensibilizados para o cenário que se desenrolava com a transferência da Corte e tentavam aproveitar as oportunidades advindas. Há de se lembrar, que a região era cortada pela antiga Estrada Real, que viria ser novamente aproveitada de forma crescente durante todo o século XIX; e não é em vão que várias localidades da região iniciaram sua formação, ou apresentaram um novo impulso, durante esse período.

No princípio do século XX, a cidade já se destacava pelos numerosos e renomados estabelecimentos de ensino: ginásio masculino, escola normal feminina, escolas de Agricultura, Farmácia e Odontologia. Conhecida como “Atenas sul-mineira”, suas escolas mantinham corpos docentes ilustres, que atraíam estudantes de localidades distantes. A cidade também foi pioneira na aclimação de espécies exóticas, como oliveiras, tamareiras, pereiras, caquizeiros, ameixeiras, macieiras, espécies raras de parreiras e castanheiras. Sua fama atraía a curiosidade de diversas personalidades de destaque no meio político nacional. Uma destas culturas foi premiada na Exposição do Centenário, em 1908, como foi o caso do vinho fino “Néctar” produzido na Chácara da Conceição, mais conhecida como Escola Jerônimo Fernandes.

A cidade herdou o sossego e a qualidade de vida proporcionada pelo ritmo desacelerado, mas acolhedor de sua população, fixada em atividades em sua maior parte no setor primário da produção, como a cafeicultura.

No Brasil, o cultivo do café teve forte impulso ao final do século XIX e quase a metade do século XX, tornando-se o principal produto nacional. Fortunas foram feitas e arruinadas perante as fases de glória e decadência pela qual passou a produção do café. As terras e o clima de toda a região sul-mineira favoreceram a expansão da cultura cafeeira, na qual investiram vários fazendeiros carmenses.
Carmo de Minas faz parte do cenário nacional na produção dos bens que mais lhe conferem prestígio – o café e o gado Girolando. A qualidade do café produzido no município se deve a aplicação de técnicas atuais e inovadoras. Da mesma forma, a cidade é conhecida como a capital do gado girolando, devido ao alto investimento dos pecuaristas locais para a melhoria do rebanho em suas propriedades. Dessa forma, o município partilha, no ramo da sua produção econômica, das novas tecnologias do mundo contemporâneo, mas num ambiente que não se hostiliza com o emprego dessas técnicas.

Atualmente, o café é um importante produto de Carmo de Minas, sendo reconhecido no Brasil e no mundo pela qualidade de seus grãos, título que o município estampa com orgulho. A importância dessa cultura para a economia carmense e região fez com que Carmo de Minas abrigasse a sede da COCARIVE – Cooperativa Regional de Cafeicultores do Vale do Rio Verde.
Por outro lado, o crescimento da população urbana de Carmo de Minas gerou o incremento da atividade de serviços na cidade e também à expansão do setor comercial, que emprega parte dos carmenses em suas atividades. No setor industrial os investimentos são bastante modestos. Assim sendo, as pequenas indústrias existentes na cidade são basicamente voltadas para produção de alimentos (principalmente derivados do leite) e cerâmicas. 

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